Contos

Por sorte tive azar!!!

Parte I

Estava viajando na Fernão Dias, voltava de Minas Gerais e ao passar por uma cidadezinha, o carro começou a fazer um barulho estranho, encostei desci, a caranga não era o ultimo modelo, mas também não era para andar quebrando assim. Bem próximo de onde parei, tem um barzinho que naquele momento estava fechado, afinal era uma sexta feira e já era mais de dez da noite, olhei em volta tudo fechado, não tinha alma viva na rua, resolvi dar uma volta, encontrei uma pracinha, uma igreja pequena um pequeno centro comercial em volta da praça, mas nem um sinal de uma oficina, resolvi voltar ao carro tentei ligar novamente e nada, abri o capo, olhei inutilmente, lembrando o ditado de meu pai como mecânico eu daria um ótimo escritor, abri a tampa da água do radiador ela saiu com uma pressão surpreendente espirrando água para todo lado, queimei a mão, coloquei a tampa de volta disse dois palavrões em voz alta, fechei o carro, peguei o celular, estava pensando em ligar para meu mecânico de confiança, procurei nos meus contatos, mas não tinha área, gritei mais dois palavrões, ergui o smartfone para o alto rodopiei lentamente para o lado em busca de sinal tudo isso sem sucesso, comecei a andar para dentro da cidade, isso com medo do que poderia ocorrer, afinal não conhecia ninguém naquele fim de mundo, agora estava no lado oposto a praça, só tinha um amontoados de casas, tinha algumas casas com portão aqueles portões de loja, atrás de algum portão daqueles com certeza tinha uma oficina, podia até ser uma boca de porco, mas quem liga, eu só queria sair dali,depois de andar um tempo, desisti era melhor voltar para o carro e puxar um ronco, afinal estava me arriscando, por estar andando onde eu não conhecia e apesar da cidade ser pequena ainda tinha a hipótese de acabar me perdendo, mas o estranho era que não tinha ninguém do lado de fora das casas ou na praça para pedir uma informação. Voltando para o carro, ouvi um psiu! Olhei em volta psiu! Eram duas moças lindas que estavam em frente a uma padaria fechada, fui de encontro a elas, me perguntando de onde saíram aqueles seres e o que faziam na rua, afinal aparentemente naquele momento não tinha mais ninguém por ali. Era duas morenas que tinha por volta de 1,65 de altura roupas bem justas, uma de shorts e a outra com uma mini saia, ambas vestiam bota até próximo ao joelho, eu não sabia quem era elas e de onde tinha saído, mas com toda certeza sabia do que viviam, mas por falta de opção a minha única opção era buscar alguma informação com elas para sair dali o mais rápido possível. Cheguei a uns três metros de distância e uma delas já foi falando:
_Oi benzinho, procurando companhia?
Eu disse:
_Sim procuro, e já faz um tempinho que procuro um mecânico, mas parece que não tem alma viva nesta cidade.
A outra moça deu uma risadinha e me olhou de cima a baixo como que desaprovando algo.
_Que pena, mas você não tem cara de quem sai procurando homem por aí, quem quer saber de mecânico a uma hora destas, em plena sexta feira.
_ É realmente a ultima coisa que eu queria procurar hoje é alguém para mexer em meu carro mas por hora não tenho outra opção, se é que vocês me entendem, quebrou aqui próximo e estou a uns duzentos km de São Paulo que é onde moro.
Uma delas interrompeu o assunto.
_Vamos fazer um programinha e esquece este assunto por hoje, amanha você resolve isso.
_Não, desculpe-me, tenho que voltar para casa. As moças se olharam e uma delas disse:
_Eu conheço um mecânico, é aqui perto vou chamar pra você e sumiu em meio a escuridão.
A moça que ficou tentou me convencer do programa, dizia que ia ser incrível, que eu não iria esquecer aquela noite e não teria mal algum, mas fui irredutível, dez minutos depois me chega a moça com o suposto mecânico, fomos os quatro para a beira da estrada me apresentaram o colega delas, o estranho era que ele não tinha cara de mecânico, se é que esse tipo de profissional tem cara, ele tinha os cabelo preto ou próximo disso bem cortado, estava bem vestido e não vi sinal de graxa ou alguma coisa que denunciasse a profissão, porém achei que o moço estava bem vestido para alguma festa ou algo assim, o que também era estranho, pois aquela cidade naquele instante parecia não ter nada de interessante e era um silêncio sem igual, bom o cara podia estar indo em uma festa em alguma cidade próxima, vai saber isso não era da minha conta. As garotas em instante nenhum saíram de perto de nós. Chegando ao carro ele pediu para ligar, entrei no carro bati a chave e nada.
Ei abre o capo gritou ele, abri ele começou a analisar, foi quando sai fora do carro, fiquei ao lado dele observando, as garotas estavam a alguns metros as nossas costas, foi quando senti um golpe forte na cabeça, cai no chão, escureceu tudo.
Acordei no outro dia de manhã com o barulho de porta de loja abrindo, era o barzinho, eu estava deitado todo torto na calçada, levantei cambaleando, olhei em volta o carro não estava mais lá, bati a mão nos bolsos, o celular a carteira, sumiu tudo, e agora o que vou fazer perdido nesse fim de mundo em pleno sábado, sem documentos, sem dinheiro, incomunicável.
Fui até o bar estava com muita dor de cabeça e uma sede maldita, além disso o corpo todo doía, isso certamente era por ter ficado várias horas com o corpo todo desengonçado na calçada, já dentro do bar pedi água ao atendente, ele rapidamente me serviu. E começou a puxar assunto:
_Ei moço você esta bem?
_Não, nada bem.
_Você tem um belo de um galo na cabeça, e esta sangrando, vá ao banheiro se lavar.
Chegando ao banheiro percebi o quanto estava horrível a minha aparência, passei uma água no rosto e voltei ao balcão, contei toda a história ao atendente, que disse:
_Na próxima cidade tem uma delegacia, tem um colega que trabalha comigo que esta indo comprar bebidas, se você quiser ele te dá uma carona.
Topei não tinha nada a perder, afinal naquele momento qualquer ajuda era lucro, porém tinha que ir com cuidado, afinal na noite anterior acabei me dando mal exatamente quando buscava ajuda.
O rapaz que atendia me disse:
_Não conta pra ninguém tá? Trouxe um lanche caprichado com um copão de suco de laranja, comi feito um animal, agradeci naquele momento já estava com as forças reestabelecidas, ele disse que não tinha de que, e avisou olha o rapaz que vai te dar carona esta chegando. Na porta do barzinho encostou uma daquelas fietzinho 147 de carroceria, o modelo deve ser 1970 e lá vai fumaça. O atendente foi até ao carro disse umas palavras com o colega e me chamou, entrei no carro e rumamos para a cidade vizinha, o carrinho apesar da idade respondia bem na estrada não era muito bem cuidado, mas fazia muito bem o prometido.
Chegando lá percebi que a cidade era maior e mais movimentada, avistei a delegacia, o rapaz que até aquele momento não tinha me dirigido a palavra falou que chegamos ao destino, me deixou na porta da delegacia e sumiu com seu fietzinho.
A delegacia não era grande, tinha um pequeno estacionamento e podia se ver uma viatura e mais um carro, ao observar bem, percebi que aquele era o meu carro, fiquei feliz de ter encontrado, ao lado do estacionamento podia ser visto um pequeno jardim, me aproximei da porta e ao entrar no local senti algo estranho como se algo fosse acontecer, algo tipo um pressentimento, porém fui entrando, dentro do prédio podia se ver uma pequena sala e um corredor esse corredor devia levar as celas, banheiro, cozinha, enquanto que na entrada só tinha duas mesas e quatro cadeiras e um pequeno sofá uma das mesas tinha um um homenzinho que mexia em uma máquina de escrever enquanto que na outra um homem que a principio me parecia familiar me deu as costas e seguiu corredor a dentro, parecia apressado, me aproximei da mesa que ele estava e vi uma foto sobre a mesa as, gelei na hora, fiquei paralisado e sem reação, foi quando o senhor da outra mesa perguntou no se podia ajudar, eu olhei espantado pra ele tentei responder mas a voz não saia eu só balancei a mão negativamente e sai da delegacia, a pessoa que estava na foto era o suposto mecânico, aquele da noite anterior que estava junto das garotas, o jeito era sair dali o mais rápido possível, algo de grave poderia me acontecer se aquele cara me visse afinal em minha cabeça estava claro que ele armou toda a presepada da noite anterior e que acabou terminando com um galo enorme em minha cabeça. Fui para a beira da estrada tentar uma carona era o melhor que podia fazer .

…Continua…

By Gilvan

Dissertação

Evoluindo

E vamos impondo cada dia mais mutações a nosso querido mundo, a cada dia uma novidade super hiper mega revolucionária e aquela que fora substituída passa a ser o mais novo lixo, é descartada sumariamente, falam de jogar fora, ou no mato, basicamente o que seria o quintal, o lixão, mar, mas isso um dia volta, ah se volta .
Quando eu era criança e isso não faz muito tempo só trinta anos, meus pais mandavam cartas a seus amigos e parentes, escutavam rádio e disco de vinil além de fitas cassetes, liam livros, eu cresci junto a isso, meu pai tinLixoha um ou 2 vinis, algumas poucas fitas cassetes, um rádio vitrola que chiava a ponto de nos deixar loucos, mas eramos felizes. Os anos passaram não tínhamos televisão morávamos no sítio e era um luxo ter uma TV preto e branco na década de 80, por volta de 1990 já morando em SP meus pais com muita luta compraram uma TV preto e branco de 14′, que chiqueza, assistíamos desenho, filmes, jornais e o que mais a mídia quisesse que assistíssemos, abandonamos 50% de nosso rádio, afinal agora ele servia só para tocar fitas e vinil, meus pais ainda escreviam cartas inclusive no fim da década de 80 para o começo de 90 eu mesmo escrevi algumas cartas para meus avós. No ano de 1994 meu pai comprou um celular. E se apaixonou por um toca cds, logo deixamos de escrever cartas, tínhamos os orelhões e na falta deles um belo de um celular tijolão, ouvíamos musica em cd que era muito mais prático que os charmosos discos de vinil e pronto nosso belo 3 em 1 foi para o lixo e nesta época milhares de outros aparelhos que não tinha ainda ganhado o destino cruel do abandono teve esse fim entre 94 e 95, nesse ano estava chegando o novo Windows 95 cheio de pompa as pessoas que podiam exibiam seus computadores. Fui encarar meu primeiro emprego e comprei meu segundo vídeo game, o primeiro era um mega drive que já tinha perdido a graça e ganhou o lixo por ter se tornado desinteressante, agora eu era um pobre idiota de posse de um playstation que rodava na segunda TV que meus pais compraram, minha mãe não aguentava me ver jogando e perder a novela então me comprou uma TV com vídeo cassete esse aparelho que evitou por muitas vezes que eu fosse ao cinema, sendo assim economizei para comprar cdzinhos de PS1, e com o PS1 deixei também de ir aos antigos fliperamas, jogava no meu videogame e ia na casa de um amigo jogar Down no computador rodando a belezura do windows 95.
Por volta de 2000 economizei uns trocados e comprei meu primeiro computador, nessa fase da minha vida meu PS1, já havia evaporado nem sei que fim levou, mas agora era feliz tinha um K6II com 64mb de memória, aprendi e desaprendi muita coisa com ele, e com o PC o conceito de enviar cartas foi enterrado para todo sempre, estavamos colocando em risco a atividade de mais uma grande empresa, depois de termos matado a industria do vinil, da fita K7 e uma infinidade de consoles de game, aqueles que não se reinventaram além de ver seus aparelhos sendo descartados viam seus negócios em ruína.
Por volta de 2000 que vi algo de muito revolucionário em minhas mãos era o mp3, agora era a vez de grandes gravadoras irem para o buraco também, estava na hora de descartar o discman, toca cd e outros aparelhos, agora a música passa a ser digital e não havia mais necessidade de carregar nada mais que o aparelho de mp3 no bolso, vinil, k7, cd, para quê?
Bem o tempo foi passando e a TV deixou de ser de tubo, deixamos de ler jornais, revistas, livros impressos, passamos a não imprimir em folhas uma ideia, imprimimos o projeto em 3D, as novidades de 6 meses atrás é o lixo de hoje, para onde caminhamos qual será a nossa grande novidade amanha?

By Gilvan

Poema

Cidade

A cidade corre ela te evita
Exige que você corra te regurgita
Você de casa corre para o trabalho
Do trabalho sai feito espantalho

Correr buscando qualidade
Ante as diferenças busca igualdade
Em casa corre para os afazeres
Estou perdido em meio a tantos deveres

No vazio da minha mente
Me vejo estupidamente demente
A cidade te destrói
para todos os lados em seu corpo dói

O câncer espalhado por ai
vem de algo que comi
Meus olhos vendados ao que convém
A noite eu durmo preocupado, pois o dia já vem

By Gilvan

Poema

Eu perdido

Eu sou o que vivo, eu vivo o que faço.
Eu não sou, eu não vivo, eu morro eu não faço!!!
Eu acordo me espreguiço, viro pro outro lado
Eu levanto me espreguiço, caio me arregaço
Eu olho no relógio falta 6 estou atrasado
Eu corro pego o carro, documento esta ferrado
Eu olho pego ônibus, maldito tá lotado
Eu passo na catraca sem dinheiro, fui por baixo
Eu chego no trabalho que zica, hoje é feriado.

By Gilvan

Diálogos, Dissertação

Mirar para errar

MiraTenho a total certeza de te dizer que estou errado em tudo aquilo que estou certo,o erro esta na beleza do acerto evitado, a mira apontada e certa naquilo que é um desperdício, não vale a pena atirar em um dia de domingo e nos outros também não. Aquele que atira se soubesse no que isso iria implicar puxava o gatilho para errar o que de promessa é o certo. Fechar os olhos e aguardar o momento seguinte, espere, espere…sabe o que vai acontecer nada ou talvez aconteça, pois os atos, os fatos e os ocorridos ainda não acontecidos não podem ser previstos, ainda mais por mim que estou desarmado de informações e ferramentas que me faça prever aquilo que você deva focar, mirar, analisar e não puxar o gatilho para não matar as chances de algo maior onde futuramente você possa se acertar.
Digo, o erro pode ser hoje o seu maior acerto.

By Gilvan

Humor

Sonho impossível

sonhoPassei na padaria estava louco por um sonho, questionei a atendente o valor:
_Moça por favor quanto é o sonho? Ela de imediato respondeu:
_3 reais. Não acreditando no que ouvi, fui em outra padaria e para minha surpresa estava o mesmo valor.
O que dá para deduzir com isto é que com nosso atual desgoverno até para sonhar esta um absurdo.

By Gilvan

Diálogos, Dissertação

Cruzar o inimigo

Ontem eu vi você, estava simplesmente um lixo, se arrastando um esforço danado pra manter sua carcaça podre, você caminhava despreocupado indo em direção ao abismo, sei que você acha que estou inventando quando te digo que você está podre, te digo que você é um maldito condenado as profundas, pois você tem toda certeza que vai alcançar a glória eterna, mas o que tenho a dizer pra você é que você se engana, justamente nesta parte a enganação, você se acha o maior, o melhor, você pisa humilha, saiba que por fora é pura perfeição, mas tua alma tá condenada, pense na pessoa asquerosa que se tornou, reflita sobre você mesmo, tente não enganar você mesmo com sua psicologia barata, arranque  eu medíocre da sua carcaça desalmada faça por onde merecer sua estadia no inferno que cá estamos e sua alma não será condenada.